Entrevista com o Padre José

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No dia 28/03, o Pe. José Loinir Flach nos recebeu na paróquia para um bate-papo descontraído. Falou-nos um pouco de suas origens, suas ideias, da importância do nosso Movimento, e se mostrou disposto e motivado em assumir uma grande e tradicional paróquia como a Nossa Senhora de Fátima.
Confira a entrevista e conheça um pouco mais o nosso Orientador Espiritual.

Jornal Aliança: Em que ano e em que cidade você nasceu?
Pe. José: Nasci no dia 25 de março de 1978 em Poço das Antas, no Vale do Taquari. É uma cidade do interior, próximo a Teutônia, Estrela e Lajeado. Nasci num hospital. Outro dia me perguntaram se eu nasci de parteira. Eu disse que não era tão velho assim. (risos)
Minha família ainda reside lá e trabalha na roça. Quando vou pra lá ainda pego na enxada. É uma família religiosa. Católica praticante.

J.A.: E quando percebeste que tinhas vocação para ser Padre?
Pe. José: Desde sempre. Desde que me conheço como pessoa. Tive muito apoio e estímulo de um tio, que é pai de um Padre. O Padre Milton. Ele sempre me perguntava o que eu queria ser quando crescer. Eu sempre dizia: Padre! Isso alimentou minha caminhada vocacional.

J.A.: Qual foi a reação da família e dos amigos?
Pe. José: Eles sempre ouviram que eu queria ser Padre. Foi algo natural. Ficaram felizes. Teve a emoção do dia em que fui pedir ao meu pai para ir para o seminário. Foi depois de uma missa de domingo. Ele estava tratando os animais quando perguntei. Então ele parou, me olhou, e muito feliz concordou. Talvez ele tenha achado que era coisa de criança, já que eu tinha de 12 para 13 anos.

J.A.: Se não fosses Padre, qual a profissão que talvez seguirias?
Pe. José: Acho que eu seria um bom pai de família. Já profissão, eu não sei. Minha família é de pequenos agricultores. Plantam milho, soja, e têm criação de vacas de leite. Perfeitos colonos! Ainda hoje, quando vou lá trabalho na roça.

J.A.: O que mais o deixa feliz em ser católico e Padre?
Pe. José: A alegria de estar nesta comunidade e voltar a trabalhar com o povo. No seminário eu tinha funções específicas, como dar aulas, coordenar o curso e ajudar no discernimento dos jovens que queriam ser padres. Nesse tempo fiquei um pouco distante do povo. Agora estou muito feliz em estar no meio dele, e com ele.

J.A.: Você se considera um Padre inovador ou conservador?
Pe. José: Conservo o que é da tradição da Igreja. Mas penso que sou mais inovador. Espero ser. Porque o Evangelho deve estar atualizado no tempo de hoje. Não sou de quebrar estruturas, mas me considero inovador. Sou interessado em acolher as pessoas. Tento buscar estratégias para manter a Igreja sempre cheia. Já o Facebook, por exemplo, eu não uso. Então neste caso já sou ultraconservador. (risos)

J.A.: Falando em inovação, no que você mais se identifica ou aderi na administração do Papa Francisco, já que ele é visto como um Papa inovador?
Pe. José: Identifico-me na simplicidade. Na disponibilidade em acolher as pessoas. Em ser sincero, amigo e estar preocupado em fazer parte da vida do povo. Teve uma vez que o Papa falou que o padre deve estar tão próximo do povo, que quase deve saber o nome do cachorrinho da família.

J.A.: O que você gostaria de fazer na comunidade para motivar a fé e a participação nas missas?
Pe. José: Uma das marcas que quero trazer para motivar a fé e participação, é justamente fazer uma celebração alegre. Ter uma pastoral da acolhida sintonizada. Com cantos que as pessoas participem. Ter uma equipe que anime bem e leitores que proclamem bem.
Mas também com a inovação, valorizar o que já temos: Nossa Senhora. Por isso, os dias 13 de cada mês com missas especiais para homenageá-la, com o intuito de fortalecer a fé e o carinho pela mãe de Jesus.

J.A.: E como é chegar no ano do Jubileu de Ouro da nossa paróquia?
Pe. José: O jubileu neste caso ajudou na minha boa acolhida, por ser um tempo festivo. Eu cheguei e servi como uma luva, festejando com a comunidade.
Comentei com o Arcebispo Dom Jaime: “O senhor deve confiar muito em mim, por me dar uma paróquia tão grande.” E hoje me sinto bem acolhido e feliz. Acho que também estou me superando.

J.A.: Qual sua visão em relação à participação do MCJ na paróquia?
Pe. José: A Igreja acolhe pessoas de todas as idades. E vocês do MCJ são de uma idade privilegiada, pois são jovens adultos que tem força e coragem para trabalhar. Fica também um desafio para as crianças do Movimento que tiverem idade para serem coroinhas. Tanto meninos, quanto meninas.

J.A.: Qual sua maior expectativa para 2014 em relação à comunidade?
Pe. José: Como Padre recém-chegado, observar e conhecer a comunidade, para me acostumar a caminhar com vocês. Não vou inovar, mudar ou transformar sozinho.

J.A.: E para o lazer, sobra algum tempinho?
Pe. José: Tem que sobrar. Tenho feito caminhadas. Gosto de pescar. Não tenho mais jogado futebol. Gostaria de jogar mais.

J.A.: Estávamos justamente pensando em marcar um joguinho com o pessoal do MCJ. Então topas participar?
Pe. José: Topo sim! Pode até escrever aí que o Padre pegou sua agenda para marcar. (risos)

J.A.: E se jogo for um Grenal, que camiseta prefere usar?
Pe. José: Vou usar a vermelha. Sou colorado.

Reportagem: Aline Bittencourt (G12)

Nota: A Equipe Multimídia agradece ao casal Giovanni e Cris (G5) pela ajuda na formulação das perguntas.
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