PENTECOSTES: uma nova lei

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“Assim como o Pai me enviou, também vos envio”, disse Jesus aos seus discípulos antes de subir aos céus. Após sua Ascensão, os apóstolos, com Maria e outras mulheres, permaneceram em oração no mesmo ambiente que Jesus instituiu a Eucaristia. Segundo Lucas em Atos dos Apóstolos, surpreendentemente, no dia de Pentecostes, aconteceu a vinda do Espírito Santo sobre todos (cf. At 2, 1-4).

“Pentecostes” significa
“cinquenta dias após a Festa da Páscoa”. Além disso, a festa de Pentecostes é muito antiga e lembra a chegada do povo de Israel aos pés do Monte Sinai, local onde Moisés recebeu de Deus os mandamentos (Lei). Os judeus até hoje dão grande valor à Lei, pois a consideram um dom dado por Deus. Por isso, Lucas, ao situar a descida do Espírito Santo no dia da festa de Pentecostes, quer dizer que o Espírito é a nova lei do cristão. É o Espírito Santo que deve guiar o cristão. Segundo o apóstolo Paulo, a lei, até Jesus Cristo, foi pedagoga, mas a partir Dele, pelo Espírito Santo, há uma nova realidade de filhos de Deus.

O Espírito Santo dá um coração novo e renova todas as coisas no viver daqueles que se deixam guiar por Ele. Jesus tinha previsto aos discípulos que não os deixaria sozinhos, pois enviaria o Espírito Santo.

Na interpretação de Santo Agostinho, o Pentecostes de Jerusalém é o inverso do que aconteceu na Torre de Babel (cf. Gn 11,1-9). Segundo a narrativa, no livro do Gênesis, a torre foi construída pelo povo com a finalidade de chegar ao céu, pois a tendência humana é tornar-se célebre, grande e importante, é ser deus. Mas isso é uma afronta ao seu criador, pois o homem quer se igualar com Deus. Conta a narrativa que Deus interrompeu o projeto de maneira que aquelas pessoas falassem varias línguas e não mais se entendessem na construção da torre. Na vinda do Espírito Santo em Pentecostes, o efeito foi o contrário, ou seja, muitos povos se encontravam na cidade e todos conseguiam entender os apóstolos em sua própria língua.

O Espírito Santo de Deus rompe as barreiras linguísticas e raciais. O Espírito Santo reúne os dispersos. Todos aqueles que se deixam tocar pelo Evangelho, pela força do Espírito Santo, começam a falar uma linguagem única: a do amor.
O Espírito Santo traz paz interior e renovado ardor missionário, mas não deixa ninguém em paz, pois impulsiona ao anúncio do Evangelho e promove a unidade na diversidade.

Pe. Judinei José Vanzeto, SAC
Jornalista, diretor da Revista Rainha / Equipe de Comunicação Eai?Tchê

Fonte: Eai?Tche
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